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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sedest incluiu mais de 11 mil famílias no Cadastro Único somente este ano

Sedest incluiu mais de 11 mil famílias no Cadastro Único somente este ano

Mais de 11 mil famílias de baixa renda em Uberlândia foram identificadas e incluídas no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do Governo Federal somente este ano. São famílias que estavam fora dos benefícios ou sequer tinham conhecimento de como proceder para serem incluídas em programas como, por exemplo, o Bolsa Família. Os números das ações realizadas durante o ano e que contemplaram tanto os bairros periféricos como os assentamentos e distritos foram divulgados hoje (12) pelo secretário de Desenvolvimento Social e Trabalho, Murilo Ferreira, e o prefeito Gilmar Machado em entrevista coletiva.
Em dezembro de 2012, o CadÚnico tinha 36.232 famílias inscritas em Uberlândia. Um ano depois, esse número chega a 47.370, um aumento de 11.138 famílias com renda inferior a três salários mínimos. Deste total, mais de 7 mil famílias tem renda per capta de até R$ 70, considerada situação de extrema pobreza. “Hoje podemos dizer que temos o diagnóstico preciso dessa situação em Uberlândia, da situação das pessoas em risco em nosso município”, disse Murilo Ferreira.
Muitas dessas famílias que foram cadastradas em 2013 vivem em assentamentos e regiões da cidade que não eram alcançadas por programas sociais. “Agora temos um mapa da situação real da população em vulnerabilidade para planejar melhor nossas ações”, disse o prefeito Gilmar Machado.
O CadÚnico é o principal instrumento do Governo Federal, usado pelos municípios para identificar as pessoas em situação de vulnerabilidade social. A partir do cadastro é possível conhecer a realidade de cada família encontrada para incluí-las nos programas sociais e programar com mais precisão políticas públicas de inclusão social, desde o acesso à saúde, moradia, educação e promoção de geração de emprego e renda, através do Pronatec.  
Para identificar as famílias que não eram reconhecidas como em situação de vulnerabilidade social, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest) promoveu ações que envolveram desde a realização de um censo populacional, feito pelo Instituto Veritá, até a parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para chegar até a zona rural, incluindo os 18 assentamentos e os quatro distritos. Nos bairros, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) foram revitalizados descentralizando o serviço, o que facilitou a procura de famílias pelos programas de inclusão. A Sedest ainda realiza busca ativa de famílias em situação de vulnerabilidade social. “O grande desafio é promover o acompanhamento com estas famílias, estamos ainda revisando todo o CadÚnico para identificar famílias ainda em situação de vulnerabilidade mas com risco de perder o benefício. É importante fortalecer os CRAS e fortalecer cada vez mais o acompanhamento destas famílias em nossos serviços”, disse o secretário.
Ainda foi anunciada a inauguração até março do ano que vem de mais dois CRAS e a implantação da Plataforma da Cidadania, que irá funcionar no Centro Administrativo com o objetivo de facilitar o acesso da população aos programas municipais e inclusão ao CadÚnico.
Com a inclusão da família no Cadastro Único, as pessoas têm acesso a mais de 15 programas de combate a pobreza, inclusão e geração de emprego e renda. Em contrapartida, as famílias têm obrigações como manter freqüência escolar das crianças, realização de pré-natal, vacinação e atualização de endereço para receber acompanhamento de assistentes da Sedest. A inclusão de famílias no CadÚnico contribui ainda para melhorar o atendimento em outras áreas. Este ano, por exemplo, a Secretaria de Educação recebeu mais recursos do Governo Federal para incluir no Programa Brasil Carinhoso, crianças de famílias que ingressaram no Cadastro Único. “O que estamos fazendo é aquilo que prometemos. Com esse diagnóstico, vamos avaliar nossas metas. Para isso é fundamental colocar visível essa população de alto risco e vulnerabilidade. Essas famílias têm que estar cadastradas, assistidas, terem formação profissional. Essas pessoas têm nome, endereço e vamos atrás para dar dignidade a elas”, disse Gilmar Machado.


Cristiane de Paula 
Desenvolvimento Social

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