Chuvas de março não mudam cenário de alerta
Se a escassez de chuvas no início deste ano levou o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) a decretar estado de alerta no monitoramento dos seus reservatórios, os primeiros quinze dias de março não trouxeram mudanças a esse cenário de atenção. O órgão agora está preocupado com o próximo período de seca, que para o Dmae e a Cemig – Centrais Elétricas de Minas Gerais – tem início na primeira quinzena de abril, prolongando-se até outubro, quando deverá ter início um novo período chuvoso. Até lá, a recomendação do órgão é que os diversos setores da sociedade usem a água sem desperdícios, evitando gastos que não são prioritários.
Segundo o coordenador do Instituto de Climatologia da UFU, Washington Assunção, choveu menos da metade do esperado para esta primeira quinzena de março. A expectativa para o mês é de 200 mm de chuva, mas o geógrafo não está otimista. “Não acreditamos que vá chover o suficiente nos próximos dias e será difícil fechar o próximo trimestre (março, abril e maio) com o excedente de 120 mm necessários para que a água da chuva possa infiltrar-se no solo e alimentar os rios”, avaliou.
Neste início do ano, o Dmae teve um aumento significativo em gastos com energia elétrica. Isto porque uma das ações da autarquia para manter, em níveis satisfatórios, os mananciais de abastecimento, foi a utilização do sistema de bombeamento elétrico ao invés do hidráulico, empregado nos períodos chuvosos por conta do seu consumo elevado de água.
No período compreendido entre 15 de dezembro de 2013 e 14 de março de 2014 (valor gasto de R$ 1.979.068,99), o excedente com os gastos de energia nos sistemas de abastecimento de água foi de R$ 709.539,61, quando comparado ao período de 15 de dezembro de 2012 a 14 de março de 2013. Neste período, o valor gasto com energia foi de R$ 1.269.529,38.
Orlando Resende, diretor geral do Dmae, esclarece que a participação da população neste momento é crucial para evitar possíveis racionamentos. “Mesmo havendo chuvas esporádicas na cidade, não é possível afirmar que elas estão ocorrendo também nas cabeceiras e nas quantidades que precisamos no abastecimento”.
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