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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Simpósio debate sobre a violência doméstica


Simpósio debate sobre a violência doméstica

            No Brasil, estima-se que a cada minuto uma criança sofre violência e que a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Em Uberlândia, no entanto, a quantidade de casos notificados é bastante pequena diante da falta de denúncias. Este ano, foram apenas 30 notificações, segundo dados do Programa Saúde da Criança e do Adolescente, da Secretaria Municipal de Saúde.
Mecanismos para conhecer melhor essa realidade e unir forças no atendimento às vítimas serão debatidos durante o simpósio “Os Caminhos da Contra a Violência Doméstica: realidades, atores e ações na cidade de Uberlândia”, que acontece nesta sexta-feira e sábado (17 e 18), no anfiteatro do Bloco 2A do campus Umuarama, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A abertura do evento será às 19h. No sábado, os debatem se iniciam às 8h.
Segundo a coordenadora do Programa Saúde da Criança e do Adolescente, Raquel Cazabona, o perigo está mais próximo do que se imagina. “Dados do UNICEF mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos, e mais, os abusadores são 90% do sexo masculino e quase 93% tem vinculo familiar”, diz.
Ainda de acordo com a coordenadora, o simpósio dará oportunidade de colher informações que ajudem os profissionais a identificar e a lidar com casos de violência contra crianças, mulheres e adolescentes. “Outro objetivo é estimular a integração das instituições que cuidam das famílias das vítimas, para que o cuidado seja mais completo e que as influências positivas sobre elas se multipliquem”.  
O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, através do Programa Saúde da Criança e do Adolescente e Direção de Gestão de Pessoas, em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, através da Pro-Reitoria de Extensão e Cultura.
Para fazer denúncias de violência contra crianças e adolescentes a população deve ligar para o Disque 100 ou procurar o Conselho Tutelar. O serviço é sigiloso.


Daniela Queiroz
Saúde