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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Audiência Pública discute transição do modelo de gestão do HC-UFU


Audiência Pública discute transição do modelo de gestão do HC-UFU


Foi realizada na noite desta quarta-feira (5), na Câmara Municipal de Uberlândia, audiência pública para discutir a adesão do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Embora a adesão seja uma decisão da universidade, o assunto é de interesse da Secretaria Municipal de Saúde, pois esta é a gestora do Sistema Único de Saúde (SUS) em Uberlândia.
Caso haja mudança da Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (Faepu), atual administradora do HC, para a Ebserh, será necessária uma repactuação. Os recursos destinados ao SUS do município são repassados via Secretaria Municipal de Saúde. Para a prefeitura, o importante é que haja continuidade no atendimento e cumprimento das metas acompanhada dos indicadores. O prefeito Gilmar Machado entende que a decisão de aderir ou não à Ebserh cabe à Universidade. "Quem vai definir é o conselho universitário. Como cidadão entendo que a adesão é o melhor caminho. É uma discussão importante e participarei de todos os debates", avaliou.
Com pouco mais de dois anos, a Ebserh é responsável pela gestão de 46 hospitais e outros seis estão em construção. A empresa pública criada pelo Governo Federal administrar os hospitais públicos do país, em especial os universitários, garante o apoio à pesquisa e suporte em insumos e infraestrutura ao obter a gestão de uma unidade. "A empresa não é a privatização da saúde porque ela é 100% SUS. Nossa proposta é oferecer atendimento de excelência e prática para os alunos", explicou Ilson Iglesias, coordenador de Desenvolvimento Pessoal da Ebserh.
A audiência pública vai auxiliar a decisão do conselho universitário a qual será tomada até o fim do mês. De acordo com o reitor da UFU, Elmiro Santos, o debate é necessário para se definir medidas sábias e responsáveis. "O HC é referência para três milhões de pessoas. Não podemos brincar de fazer experiências. Se a proposta for de adesão, queremos discutir o contrato para não perder em qualidade."
Com 43 anos de história, o Hospital de Clínicas da UFU é um dos quatro maiores universitários do país e o mais importante do Estado. É responsável por mais de 50% das internações no município e de 80% a 90% dos procedimentos de alta complexidade. Um dos fatores que pesam para a mudança do modelo de gestão é a dívida da Faepu, que gira em torno de R$ 34,5 milhões, sendo que 23% desse débito é com bancos e o restante com fornecedores, de acordo com dados de novembro de 2013. Já contra a Ebserh, pesam 18 artigos que estão em avaliação na esfera jurídica por terem sido apontados como inconstitucionais.
Para o técnico administrativo da UFU, Robson Luiz Carneiro, a solução para os problemas do HC é financeira e não um novo modelo de gestão. Para ele, alguns fatores ainda não são compreensíveis e há receio de perda de qualidade devido à gestão ser centralizada em outro município. "A administração central dos hospitais da Ebserh é feita em Brasília. Isso não dá qualidade ao atendimento. Hoje nós temos uma gestão próxima", comentou.


Fillipe Alves

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