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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Supir acompanha sistemas de cotas raciais na UFU


Supir acompanha sistemas de cotas raciais na UFU

A Superintendência de Igualdade Racial (Supir) se reuniu nesta quinta-feira (6) com a reitoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para firmar parceria no sentido de analisar o funcionamento do sistema de cotas raciais na instituição. Membros do Conselho da Igualdade Racial, da Juventude Negra de Uberlândia e simpatizantes (sociedade civil, estudantes e professores) também participaram da reunião e demonstraram a preocupação em garantir que o sistema atinja seu principal objetivo.
“A utilização do sistema de cotas raciais e sociais é recente na Universidade. Precisamos analisar o perfil dos estudantes que ingressaram por esse sistema para avaliar se realmente contemplam a motivação da criação das cotas. Como o sistema é de autodeclaração da raça, alguns podem não se enquadrar perfeitamente no processo, podendo até gerar prejuízo para alguns”, declarou o superintendente da Supir, Ramon Rodrigues.
A Lei 12.711/2012 garante a reserva de 50% das matrículas por curso a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou de educação de jovens e adultos. A aplicação do sistema foi imediata à sua criação e gradativa. Em 2013, era determinado pelo menos 12,5% do número de vagas. Para este ano, o percentual é de 25%.
A UFU já aplica 50% das chamadas cotas sociais, percentual previsto para 2016, segundo a lei federal. “Adiantamos o percentual estipulado e aplicamos em todas as nossas formas de ingresso. Mas avaliar o pedido da Supir é realmente importante para percebermos a eficácia do sistema e até mesmo criar ações específicas. O Brasil ainda não tem estudo semelhante e precisamos realmente aprender mais sobre o sistema de cotas”, disse o reitor Elmiro Santos.
Na reunião foi decidida a criação de uma comissão entre os diversos núcleos raciais, como o Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da Universidade Federal de Uberlândia (NEAB-UFU) e a Supir, para acompanhar os processos da instituição.  


Joana Araújo
Supir

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