Menos carro, mais tranquilidade
Gregório José
Mobilidade, sustentabilidade, conforto, segurança, agilidade, modernidade. Tantos adjetivos para um sonho ufanistas. Há 30, 20 anos atrás era quase impossível adquirir um automóvel. Uma motocicleta usada era o máximo. Hoje em dia, famílias com três adultos possuem três veículos, dois carros e uma motocicleta. As ruas estão abarrotadas e o trânsito? Cada vez mais maluco. Não falo só de Uberlândia, mas de cidades pequenas. O poder aquisitivo do brasileiro, alcançado com o Plano Real, lançado pelo presidente Itamar Franco e conduzido por Fernando Henrique Cardoso, mantido por Lula fez com que a linha de pobreza mudasse gradualmente. Hoje é possível sonhar e realizar. O problema é que o crédito fácil se transformou em um problema em longo prazo. Fala-se tanto em ônibus confortável, viagens seguras, cumprimento de horários que se torna ufanismo. Como seria bom deixar o carro na garagem do lar e transformá-lo em veículo de passeio, assim como está no Documento Único de Trânsito (DUT). Como seria melhor se houvessem ônibus, metrôs e pequenos veículos que transportassem pessoas de um lado para o outro com agilidade, segurança e conforto. Mas, temos sindicatos de categorias brigando entre si, serviço sendo paralisado sem aviso, falta de respeito ao cliente/usuário do serviço. E os governantes, os vereadores (que deveriam fiscalizar o serviço), os secretários responsáveis passeiam em seus luxuosos veículos adquiridos da propina das empresas que servem ao povo. Ou se muda o conceito de urbanidade, mobilidade, ou teremos caos e desespero em horários de pico. Ônibus lotado e povo desrespeitado nem falo mais. Queria sofrer menos sorrir mais. Pensem nisto.
Jornalista e Radialista
(34) 8817-8845/3222-1311
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