Translate

sábado, 10 de maio de 2014

Projeto do Município beneficia agricultores familiares

Projeto do Município beneficia agricultores familiares

Um protótipo lançado pela Prefeitura de Uberlândia, criado pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), é uma das novidades da 44ª Assembleia da Assemae. Trata-se de uma fossa séptica artesanal, feita a partir de pneus usados de caminhão – da frota do próprio Dmae e da Prefeitura de Uberlândia - que em breve serão instaladas em propriedades rurais que praticam a agricultura familiar. Os agricultores beneficiados estão sendo selecionados pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento entre os assentados da reforma agrária.
A coleta e tratamento dos efluentes nas propriedades rurais é um problema que o Brasil está longe de resolver. O esgoto doméstico em geral é encaminhado para fossas negras que não dão tratamento ao efluente, contaminando o solo e, por vezes, atingindo os aquíferos, ou correndo a céu aberto, comprometendo a saúde de crianças e animais.
O gerente ambiental Leocádio Pereira explica que caberá aos produtores a instalação e operação das fossas. “Iremos capacitar o agricultor para que ele aprenda a instalar e operar as fossas. Além disso, é importante que ele conheça os benefícios do tratamento do esgoto”, disse.
A fossa séptica feita de pneus está sendo lançada na 44ª Assembleia da Assemae em função de seu aspecto sustentável – do ponto de vista ecológico e também econômico -, pois seu custo é bem inferior aos modelos vendidos no mercado. O kit criado pelo Dmae terá um custo aproximado de R$ 500, enquanto uma fossa de fibra de vidro é vendida hoje no comércio por valores próximos a R$ 1.800.
Orlando Resende, diretor geral do Dmae, explica que a contaminação da água pelas fossas negras é uma situação que o Brasil ainda não solucionou e que se repete na zona rural de Uberlândia.  “Entendemos que o morador da zona rural possui os mesmos direitos ao saneamento que o morador da zona urbana, em nosso município. Precisamos eliminar as fossas negras, pois elas são fonte de contaminação dos lençóis subterrâneos e um meio propagador de doenças”, ressalta.
Segundo a secretária de Agropecuária, Vanessa Petrelli, a fossa negra é predominante nos assentamentos. “Em dois deles, Nova Tangará e Dom José mauro, de um total de 455 famílias, apenas quatro têm fossa séptica”. Petrelli informa ainda que para ter acesso ao benefício, as famílias, além de entrar com a mão de obra de instalação, têm que se comprometer a manter uma horta em seus quintais. “Queremos incentivar as famílias a cultivarem os seus alimentos e não somente as lavouras perenes, caso das frutíferas”, explicou.
A tecnologia desenvolvida pelo Dmae ficará à disposição de qualquer produtor que quiser implantá-la em sua propriedade. “Qualquer agricultor poderá ter acesso aos manuais de instrução e nossos técnicos estarão disponíveis para esclarecer qualquer dúvida sobre a sua operação e desempenho”, assegurou o diretor Orlando Resende.

José Elias
Dmae 

Nenhum comentário:

Postar um comentário